Centro de Gestação de Alto Risco

Uma área de alta vigilância com equipe e serviços experientes e especializados para  prestarmos atendimento à gestante e ao recém-nascido de alto risco

Centro de Gestação de Alto Risco

Gravidez não é doença, mas algumas situações que podem ocorrer nesse período exigem, sim, cuidados redobrados.

Entre as situações que podem levar a um risco maior e que precisam ser combatidas estão pré-eclâmpsia (pressão alta), diabetes gestacional, bolsa rota (rompimento da membrana amniótica sem que a mulher esteja em trabalho de parto), placenta prévia e acretismo (implantação anormal da placenta na parede uterina), disfunções clínicas (hipotireoidismo, hipertireoidismo, trombofilia, entre outras) e fetais (restrição de crescimento, alteração do líquido amniótico e da vitalidade do feto).

O Hospital e Maternidade Santa Joana é uma das maiores autoridades mundiais no assunto e conta com uma estrutura completa para grávidas que necessitam de atenção especial. É o Centro de Gestação de Alto Risco. O ponto central desse atendimento é a Unidade de Terapia Semi-Intensiva que garante mais segurança para a mãe e para o bebê, buscando evitar uma prematuridade extrema. Para se ter uma ideia, cada dia a mais que se consegue manter o bebê no útero materno representa em média três dias a menos de internação na UTI neonatal.

Dirigido pelo Dr. Mario Macoto, coordenador científico do departamento de obstetrícia do Hospital e Maternidade Santa Joana e professor da Universidade de São Paulo (USP), o foco do Centro de Gestação de Alto Risco é fornecer uma retaguarda às futuras mamães e aos médicos (tanto os externos quanto os da equipe do hospital), durante todo o ciclo de cuidado, desde a investigação (Medicina Fetal), passando pelo monitoramento (Semi-intensiva) até o tratamento.

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Grupo Santa Joana: experiência em prematuridade

O Grupo Santa Joana reúne três hospitais que atuam com foco em mulheres e bebês 24 horas por dia. É uma experiência de mais de 700 mil de bebês nascidos em nossas instituições nas últimas décadas, o que significa conhecimento para lidar com todo tipo de situação, até as mais adversas.

Nossos especialistas conhecem muito bem o universo intrauterino e neonatal, com expertise para cuidar das mulheres, gestantes, fetos e bebês. Temos equipes já habituadas a receber recém-nascidos que, às vezes, pesam menos de 500g.

A taxa de sobrevida de prematuros nascidos com mais de 1Kg é de mais de 90%. O Santa Joana é uma das maternidades de referência que faz parte da Rede Vermont-Oxford, que reúne em torno de 1.000 maternidades do mundo todo, para troca de dados e informações sobre cuidados com prematuros.

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Linha de Cuidados Completa: do diagnóstico à prevenção

O Ambulatório de Gestação de Risco foi criado para atender pacientes que apresentem algum tipo de alteração durante a gravidez, oferecendo consultas agendadas com os nossos especialistas.

Com esse suporte especializado, a gestante conta com uma completa estrutura hospitalar, funcionando como retaguarda para o trabalho de seu médico, inclusive com a disponibilidade de especialistas de várias áreas, possibilitando trocas de opiniões caso a caso.

As gestantes chegam ao Centro diretamente (por meio de agendamentos de consultas no Ambulatório de Gestação de Alto Risco Santa Joana), ou encaminhadas por seus médicos ou ainda pelo Pronto Atendimento, quando é detectada uma situação de risco. Os serviços do Centro funcionam 24 horas (exceto consultas agendadas).

A equipe do Centro de Gestação de Alto Risco organiza toda a estratégia de atendimento dessas pacientes. Em determinadas situações, elas podem continuar em casa, com acompanhamento médico periódico. Boa parte das vezes, no entanto, podem necessitar de internação na semi-intensiva até que o quadro clínico se estabilize, o que pode levar entre cinco a dez dias. Algumas voltam para casa antes disso e só retornam ao hospital para o parto. Outras, seguem internadas até dar à luz, com o objetivo de evitar a prematuridade extrema. Quando necessário, as pacientes são encaminhadas inicialmente para a UTI e, depois de estabilizado o controle clínico, são encaminhadas para a semi-intensiva. Enquanto internadas, essas pacientes ficam com monitoração 100% do tempo, realizam todos os exames com a frequência necessária (às vezes diariamente) e têm um acompanhamento integral do estado de desenvolvimento do feto.

O Centro de Gestação de Alto Risco tem também atuação conjunta com todas as demais unidades do Hospital e Maternidade Santa Joana, planejando o cuidado integral inclusive em situações em que houver necessidades de cirurgias fetais, ou em casos em que é necessário um controle rigoroso depois do parto, quando há riscos de sangramentos mais intensos.

Age ainda em coordenação com a UTI Neonatal especializada, que tem estrutura completa para atender o recém-nascido, se houver necessidade.

Nossas UTIs neonatais são divididas em cinco condutas de atendimento, para um cuidado específico de acordo com o quadro clínico do bebê: neurológica, cirúrgica, prematuro extremo, desenvolvimento assistido e neonatal (geral). Dessa maneira, proporcionamos um cuidado único a cada bebê, com equipe de especialistas, intensivas e pediatras especializados.

Agendamento

Para informações e agendamento de consultas, basta procurar diretamente o Ambulatório de Gestação de Risco, pelo telefone (11) 5080-6070 – Rua Dr. Eduardo Amaro, 152 – sala 123.

Equipe multidisciplinar

O atendimento é feito de forma integral por uma equipe multiprofissional que atua durante a gravidez, no parto e também após o nascimento. Fazem parte do grupo, além de médicos especializados, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e enfermeiros capacitados para a assistência em gestações de alto risco.

Todas as pacientes, mesmo as que são atendidas por médicos que não são do corpo clínico do hospital, são acompanhadas pela equipe multidisciplinar que dá suporte (clínico e cirúrgico) tanto para o profissional quanto para a gestante e o bebê. O diálogo entre as equipes é constante, garantindo uma continuidade do tratamento.

 

 

Profº Dr. Antonio Fernandes Moron (CRM 37904)
Ginecologista e Obstetra, Mestre e Doutor em Medicina pela UNIFESP. Coordenador do Departamento de Medicina Fetal do Hospital e Maternidade Santa Joana.

 

 

 

Dra. Filomena Bernardes de Mello (CRM 51654)
Neonatologista responsável pela UTI Neonatal do Hospital e Maternidade Santa Joana.

 

 

 

 

Dr. Mario Macoto (CRM 34492)

Coordenador científico do departamento de obstetrícia do Hospital e Maternidade Santa Joana e professor da Universidade de São Paulo (USP).

 

 

 

Resultados

 

Nossos indicadores são reflexo da grande experiência ao longo destes mais de 80 anos de história. Temos um dos menores índices de mortalidade materna no mundo, de 3 para 100.000, enquanto a média mundial é 200 mortes para 100.000. Em relação, aos bebês, a nossa taxa de sobrevida geral é de 99,5%.

Também a nossa taxa de infecção é comparável aos grandes centros do mundo e 9 vezes mais baixa do que a média nacional.

Aqui no Santa Joana, 1,6% dos bebês nascidos vivos são prematuros de muito baixo peso (menos de 1.500g) e a sobrevida deste grupo é de 90%. Para os prematuros de extremos baixo peso (menos de 1.000g)  a sobrevida é de 70%.

Você sabia?

Prematuro Limítrofe

Nascido entre 34 e 36 semanas

Prematuro Moderado

Nascido entre 29 e 33 semanas

Prematuro Extremo

Até 28 semanas de gestação

Prematuridade

Todo bebê que nasce antes de se completarem 37 semanas de gestação é considerado prematuro.

No Brasil, cerca de 12,4% dos bebês nascem prematuros, o que pode ocorrer devido a diversos fatores, como hipertensão, diabetes gestacional, gestação de gêmeos, idade materna, posicionamento da placenta, infecções, entre outros.

Nas últimas décadas, graças à tecnologia e especialização, os bebês prematuros ganharam perspectivas melhores de evolução. Hoje, para os bebês nascidos com mais de 1 Kg, a chance de sobrevida é de mais de 90%.

Conheça alguns fatores que podem levar à prematuridade:

  • Gravidez gemelar.
  • Parto prematuro prévio.
  • Anormalidade cervical ou uterina.
  • Idade: mulheres com menos de 17 anos e acima de 35 anos correm maior risco de parto prematuro.
  • Intervalo curto entre gestações (ou seja, antes de 18 meses completos do último parto).
  • Infecções vaginais e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
  • Doenças crônicas (disfunção renal, hipertensão arterial, diabetes e problemas placentários).
  • Infecções com febre acima de 38 graus durante a gravidez.
  • Hemorragia vaginal após 20 semanas de gravidez.
  • Sobrepeso ou insuficiência de peso antes de engravidar.
  • Trombofilia (distúrbio de coagulação).
  • Deficiência de glóbulos vermelhos durante o início da gravidez.
  • Excesso de líquido amniótico (poli-hidrâmnio).

Cuidados para evitar a prematuridade

As causas da prematuridade podem ser muitas, por isso os tratamentos e medidas de prevenção também variam de um caso para outro. Os fatores abaixo podem evitar o parto prematuro, dependendo do diagnóstico e indicação médica:

 

  • Repouso domiciliar ∕ hospitalar
  • Utilização de progesterona
  • Cerclagem do colo uterino ∕ Pessário cervical (anel de silicone)
  • Antibióticos
  • Medicamentos (uterolíticos)

Como identificar uma ameaça de parto prematuro?

Os principais sintomas do parto prematuro são:

  • Contrações
  • Sangramento
  • Quadro febril
  • Perda de líquido
  • Pressão alta
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A importância do pré-natal

Entre os estudiosos há um consenso de que prevenção é fundamental. Nesses casos, prevenção é sinônimo de um bom pré-natal, capaz de detectar situações inesperadas.

Quando a possibilidade de prematuridade, por exemplo, é identificada com antecedência, a internação da gestante para repouso e monitoramento pode ajudar a retardar o parto, garantindo mais segurança para a mãe e para o bebê, com mais agilidade no atendimento e melhor resultado neonatal.

 

Aqui no Santa Joana, temos o Centro de Saúde da Mulher e da Gestante e o  Centro de Cirurgia e Medicina Fetal, com os mais variados exames e equipamentos para diagnósticos precisos. Além de realizar todos os exames necessários, nossas equipes estão preparadas para qualquer tratamento.

 

A maioria das malformações e outros problemas congênitos que podem necessitar de tratamento cirúrgico costuma ser detectada por exames de ultrassonografia durante a gestação.

 

O ultrassom morfológico do primeiro semestre é fundamental para detectar doenças precocemente, tanto na mãe quanto no bebê. Este é um dos principais exames e deve ser realizado por uma equipe experiente. Ao identificar ou suspeitar de uma condição gestacional, o especialista pode mudar o rumo da gestação e da sobrevida do bebê.

 

Dessa maneira, realizamos prevenção, diagnóstico e tratamento de diversas situações de alto risco, pensando sempre na saúde e bem-estar das mães e de seus bebês.

Central de Atendimento

(11)5080-6000 Opção 1

2ª a 6ª feira, das 08h às 19h
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