Cardiopatia Congênita

Temos grande experiência no cuidado das cardiopatias congênitas. São cerca de 200 procedimentos já realizados em recém-nascidos.

Cardiopatia Congênita

A expressão “cardiopatia congênita”, em si, já pode assustar um pouco. Quando pensamos que um indefeso bebê pode nascer (ou já nasceu) com esse problema, a tendência é nos preocuparmos. A primeira coisa a ser feita, no entanto, é se acalmar e procurar por um serviço especializado. As cardiopatias congênitas já são bastante conhecidas pela medicina e têm ótimas perspectivas de tratamento.

O Hospital e Maternidade Santa Joana é especializada no cuidado das cardiopatias congênitas. Além de oferecer os mais variados exames de diagnóstico, realiza, desde 2012, todos os tipos de cirurgias para tratamento dessa condição. São cerca de 200 procedimentos já realizados em recém-nascidos, o que representa uma ampla experiência no assunto.

Cardiopatias congênitas em números

1%

do total de bebês que nascem no Brasil tem alguma cardiopatia congênita.

29 mil

novos casos todos os anos, aproximadamente.

50%

das cardiopatias congênitas precisam de tratamento até 1 ano de idade.

90%

é a taxa média de alta hospitalar dos bebês operados no Santa Joana.

Fonte: Ministério da Saúde (2017)/Hospital e Maternidade Santa Joana (2019)

O que são cardiopatias congênitas?

As cardiopatias congênitas são diferentes tipos de malformações no coraçãozinho do bebê quando ele ainda está se desenvolvendo na barriga da mãe. As mais comuns estão relacionadas a alterações ou pequenos furos nas paredes que dividem o coração ou defeitos que dificultam a passagem sanguínea desse órgão para os pulmões ou para o corpo do bebê.

Elas podem ser divididas em problemas que causam excesso de fluxo sanguíneo do coração para o pulmão (hiperfluxo pulmonar), diminuição de fluxo sanguíneo do coração para o pulmão (hipofluxo pulmonar) e doenças que causam obstrução à passagem do fluxo sanguíneo. Todos eles prejudicam o funcionamento normal do coração e, com o passar do tempo, o bebê poderá não aguentar suas consequências.

Exemplos de cardiopatias

Cardiopatias que causam excesso de fluxo sanguíneo para o pulmão

Cardiopatias que causam diminuição de fluxo sanguíneo para o pulmão

Cardiopatias que causam obstrução à passagem de fluxo sanguíneo

Quais as causas das cardiopatias congênitas?

Alterações genéticas

Não existe uma causa possível de ser identificada para a maioria das cardiopatias congênitas. Ou seja, elas estão associadas a alguma alteração genética que interfere na formação do coração do bebê. Em alguns poucos casos, porém, podem ter relação com a presença de doenças específicas nas mães durante a gravidez, como:

  • Rubéola
  • Lúpus
  • Toxoplasmose.
  • Hipotireoidismo

Isso não significa, porém, que todas as mães que tiveram essas doenças terão um bebê com cardiopatia congênita. Trata-se apenas de um possível fator de risco.

Doenças cromossômicas

Também são considerados mais susceptíveis às cardiopatias congênitas os bebês que nasceram com doenças cromossômicas, como:

  • Síndrome de Down.
  • Síndrome de Noonan.
  • Síndrome de Edwards (ou trissomia 18).
  • Síndrome de Patau.
  • Síndrome de Di George.
  • Síndrome de Turner.
  • Síndrome de Marfan
  • Síndrome de Williams

Nesses casos, o ecocardiograma fetal é ainda mais importante, mesmo que o ultrassom morfológico esteja normal. Só assim será possível avaliar as chances de o bebê ter uma cardiopatia congênita e programar melhor seu nascimento, proporcionando assim uma gravidez mais tranquila para toda a família.

Como diagnosticar as cardiopatias congênitas?

Para que as condições de tratamento sejam melhores, o ideal é que o diagnóstico de cardiopatia congênita seja feito ainda no pré-natal. Por isso, é fundamental acompanhar a saúde do bebê antes mesmo de ele nascer, como propõe o Centro de Medicina Fetal do Santa Joana. Nesse serviço, uma equipe multiprofissional especializada realiza desde consultas de acompanhamento de rotina até os exames mais sofisticados. Diante da descoberta de qualquer problema, como uma cardiopatia congênita, o acompanhamento da gestação será mais intenso para que a saúde e o bem-estar do bebê e da mãe sejam preservados com o máximo de segurança possível.

Alguns casos de cardiopatias congênitas podem ser diagnosticados no ultrassom morfológico. No entanto, o exame mais indicado, já que detecta de 70% a 90% dos casos, é o ecocardiograma fetal, realizado em geral durante a 28ª e 32ª semana de gestação.

Os médicos ginecologistas, obstetras e pediatras são, geralmente, os responsáveis por detectar as cardiopatias congênitas. No entanto, é fundamental que a própria gestante e seus familiares tenham consciência da importância da realização do ecocardiograma fetal e de outros exames que constatam essas doenças.

Depois do nascimento do bebê

Avaliações complementares

Sinais e sintomas

Como tratar as cardiopatias congênitas?

 

Algumas crianças nem precisam de tratamentos específicos, somente de acompanhamento médico especializado. Na maioria das vezes, porém, o tratamento é necessário e exige cirurgia, o que, embora não seja o desejo de ninguém, é a única forma de resolver o problema e garantir uma vida saudável para o bebê.

Em cerca de 50% dos tratamentos com cirurgia, o procedimento ocorre antes de o bebê completar 1 ano de idade, sendo muitas vezes nos primeiros dias ou semanas de vida. Nos casos mais complexos de cardiopatias congênitas, quando assim for necessário para o bom desenvolvimento do bebê, costuma-se realizar uma estratégia de tratamento conhecida como híbrida, na qual utilizam-se cateterismo e uma ou mais intervenções cirúrgicas.

No Santa Joana realizamos cirurgias para correção de cardiopatias em recém-nascidos de todo o Brasil. São cerca de 30 procedimentos por ano e uma taxa de alta hospitalar ótima, superior a 90%.

Com cirurgiões especializados, o Santa Joana realiza desde operações mais simples, como de fechamento dos buraquinhos presentes na estrutura do coração dos bebês com comunicação interventricular, até as mais complexas, como a cirurgia de Norwood, para tratamento de hipoplasia do ventrículo esquerdo – uma cardiopatia que provoca falhas no lado esquerdo do coração do bebê, provocando limitações no bombeamento de sangue para o corpo. Essa técnica consiste em uma mudança cirúrgica na estrutura cardíaca para que o lado direito passe a cumprir as funções também do lado esquerdo, possibilitando o crescimento e desenvolvimento do bebê.

 

Equipe multiprofissional especializada e tecnologia de ponta

Para cuidar de cada detalhe que envolve o tratamento das cardiopatias congênitas, o Santa Joana conta com diversos especialistas que atuam conjuntamente nesses casos. São eles: cirurgiões cardíacos pediátricos, anestesiologistas, obstetras, ginecologistas, equipe de enfermagem completa e até psicólogos, caso os pais percebam que estão ansiosos ou muito preocupados com a operação.

Além disso, os bebês e as mães têm à disposição toda a moderna infraestrutura hospitalar do Santa Joana, que oferece recursos seguros e modernos, como a máquina de circulação sanguínea extracorpórea e ECMO (extracorpórea prolongada). O benefício da circulação extracorpórea é garantir que a função do coração do bebê não seja comprometida durante os procedimentos que necessitam de intervenções dentro órgão. O equipamento desvia o sangue não oxigenado do paciente e devolve sangue reoxigenado para a sua circulação. Ou seja, ele desenvolve temporariamente o papel do coração para que bebê seja devidamente operado.

UTI

Todas as cirurgias para tratar as cardiopatias congênitas, realizadas no Santa Joana desde o início da década de 1990, também têm à disposição dos pequenos a infraestrutura da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da instituição. Para as mães, caso seja necessária atenção especial, como nos casos de cirurgia intrauterina, o hospital conta com a UTI Adulto e a Unidade de Terapia Semi-intensiva

controle de infecção - 2

O Hospital e Maternidade Santa Joana acredita que a saúde da gestante e do seu bebê deve estar sempre em primeiro lugar. Por isso, faça um bom pré-natal e busque ajuda o mais cedo possível. Toda a equipe multiprofissional da instituição estará a postos para acolher você e indicar o melhor tratamento, com atendimento personalizado e o melhor que a ciência tem a oferecer.

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