Frio na gestação: atenção aos perigos do inverno
Muito se fala sobre as alterações no corpo das gestantes nos meses mais quentes do ano, e os cuidados especiais que devemos ter no verão. Mas o inverno também merece atenção. O frio na gestação pode aumentar o risco de gripe e outros vírus respiratórios, pressão alta e infecção urinária.
A maior circulação de vírus respiratórios, como o do Covid-19 e Influenza, nesta época do ano, aliado ao fato dos ambientes ficarem mais fechados e com menos circulação de ar, deixa todos mais pré-dispostos a essas doenças. No entanto, durante a gestação, o risco é maior: ocorrem alterações no corpo e adaptações do sistema imunológico, o que pode aumentar a vulnerabilidade a complicações causadas por esses vírus.
Outra ameaça é a desidratação: com menos sede, é comum esquecer de tomar água. Isso pode elevar o risco de infecções urinárias e de contrações uterinas precoces.
Frio na gestação e a pressão alta
No inverno, o corpo tende a contrair os vasos sanguíneos para reter calor, o que pode elevar a pressão arterial. “A vasoconstrição periférica induzida pelas baixas temperaturas pode antecipar o diagnóstico ou agravar quadros hipertensivos pré-existentes. Por isso, mulheres que já têm predisposição à pré-eclâmpsia precisam de um monitoramento muito mais rigoroso e frequente durante os meses frios”, explica a Dra. Karina Belickas, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana.
Como se proteger
Para se proteger dos perigos do frio na gestação, siga essas recomendações:
- Vacinas em dia: converse com o seu obstetra sobre as imunizações necessárias durante a gestação;
- Higiene das mãos: reforce a lavagem com água e sabão ou higienização com álcool em gel;
- Ingestão de líquidos: estabeleça uma meta diária de ingestão de água;
- Ambientes ventilados: areje a casa e o local de trabalho sempre que possível;
- Pressão arterial: monitore a pressão com mais frequência, especialmente se houver histórico de hipertensão ou pré-eclâmpsia.
- Atenção aos sintomas: febre, falta de ar, dor ao urinar, tosse persistente, inchaço súbito, dor de cabeça intensa, alterações visuais e aumento da pressão devem ser avaliados rapidamente pela equipe de pré-natal.
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