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Dengue na gestação: o que você precisa saber

1 de março de 2024

Dengue na gestação: o que você precisa saber

Entre janeiro e fevereiro deste ano, o número de pacientes com dengue no Brasil explodiu, com mais de um milhão de casos suspeitos notificados. Se o alerta está aceso para todos, ficamos ainda mais vigilantes no caso de gestantes. Veja abaixo as principais informações sobre dengue na gestação.

No município de São Paulo, os números não indicam uma epidemia (é necessário chegar a 300 casos por 100 mil habitantes para esta classificação), mas alguns bairros da cidade já atingiram essas taxas, assim como outros municípios do País.

Prevenção

A utilização de repelentes é a maneira mais eficiente de se proteger e é segura para as gestantes. Há três tipos de repelentes no Brasil: Icaridina, DEET e IR 3535. É importante escolher um produto aprovado pela Anvisa e observar no rótulo a concentração do princípio ativo: quanto mais alto, maior a duração da ação.

A Icaridina é a substância com mais estudos publicados relacionados a gestantes, por isso é mais recomendada. Para as crianças, também é a mais indicada, na versão infantil (com menor concentração). Pode ser utilizada a partir dos 3 meses de idade.

Não se recomenda utilizar perfumes e cremes perfumados, que podem atrair os mosquitos.

É importante lembrar que o repelente deve ser a última camada de produto aplicado na pele, depois do creme e do protetor solar, por exemplo.

Recomenda-se, também, deixar a pele menos exposta, protegida por manga comprida e calça comprida, além de usar roupas de cor clara.

O uso de inseticidas no ambiente, telas, mosquiteiros e ar-condicionado, por exemplo, também ajudam a afugentar dos mosquitos.

Quando suspeitar de dengue

Os sintomas de dengue podem ser confundidos com outras doenças infecciosas, mas uma das diferenças é que, na dengue, não há sintomas respiratórios.

Conheça os principais sintomas da dengue:

  • Febre
    • Dor abdominal
    • Artralgia (dor nas articulações)
    • Náuseas e vômitos
    • Cefaleia
    • Hipotensão (pressão baixa)
    • Letargia (apatia) e sonolência
    • Irritabilidade

Em gestantes, o diagnóstico pode ser demorado porque alguns sintomas são considerados normais durante a gestação, como as náuseas, dores e pressão baixa. É preciso que o obstetra fique alerta para alterações gravídicas que podem se tornar suspeita de dengue.

Os principais sinais de alarme são sangramento de mucosa (gengiva, nariz, vagina e urina), vômitos persistentes e dor intensa no abdome. O agravamento da doença pode ocorrer rapidamente e a intervenção precoce faz toda a diferença no prognóstico. Por isso, não hesite em procurar ajuda médica a qualquer sintoma.

Exames

Para diagnosticar a dengue, o médico poderá solicitar um hemograma, que mostrará os níveis de plaquetas e hematócrito. Se a paciente estiver nos primeiros cinco dias de febre, será solicitado o exame de Dengue Antígeno NS1, que detectará a presença ou ausência do vírus no sangue. Importante ressaltar que o resultado negativo do antígeno não necessariamente afasta o diagnóstico de dengue. A partir do 6º dia, o exame indicado é a sorologia para dengue, IgG e IgM, que verificará a presença de anticorpos de dengue no sangue.

Dengue na gestação

Ao contrário do Zika vírus, a dengue não causa malformações no bebê. Por outro lado, a doença pode elevar o risco de abortamento (principalmente no primeiro trimestre), parto prematuro, baixo peso ao nascer e outras complicações.

Se confirmado o diagnóstico, a gestante é classificada na categoria “B”, ou seja, de quem corre mais risco de complicações e deve ser acompanhada. Por isso, é tão importante ficar atenta aos sintomas.

Veja informações importantes sobre a dengue na gestação:

  • Pré-eclâmpsia: medicamentos usados para o tratamento de pré-eclâmpsia, como o ácido acetilsalicílico (aspirina), são contraindicados em caso de dengue, pois aumentam o risco de hemorragias. Por isso, em caso de sintomas e suspeita da doença, é importante falar imediatamente com o médico, que avaliará se o remédio deve ser mantido ou suspenso.
    • Sangramentos sempre são motivo de preocupação. O médico deve ser consultado e questionar se a gestante apresenta ou apresentou febre nos últimos 7 dias.
    • Caso a gestante tenha sido infectada 10 dias antes de dar à luz ou menos, há uma chance de o bebê nascer com dengue, mas essa é uma situação rara. O recém-nascido pode manifestar o quadro até o 11º dia de vida.
    • Durante a gestação e amamentação, não se deve tomar a vacina contra a dengue.
    • O parto pode ser normal, a depender do quadro clínico da paciente. É importante estar numa maternidade especializada em gestação de alto risco e com infraestrutura de cuidados intensivos.

Você sabia? Tipos de dengue

Existem quatro vírus de dengue, o que significa que podemos pegar a doença quatro vezes na vida. Isso porque, ao ser infectado com um dos tipos, o paciente fica imune a este. Porém, ainda pode pegar os outros três. O segundo episódio da dengue, causado por um vírus diferente do primeiro, tem potencial maior para ser grave.

Mais informações

Para saber sobre os casos de dengue na sua região ou se pretende viajar, é possível acompanhar os dados em tempo real neste site do Ministério da Saúde.

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