Cigarro na gestação. Livre-se desse mal

Comparando-se a gestante que fuma com a que não fuma, a fumante apresenta mais complicações durante o parto e tem o dobro de chances de ter um bebê de menor peso e de menor comprimento. Mas há outras implicações no hábito continuado de fumar ao longo da gravidez.
Ao inalar a fumaça do cigarro, componentes tóxicos chegam até os pulmões da mãe e alojam-se na corrente sanguínea. Este sangue acrescido de impurezas é bombeado pelo organismo, chegando até o bebê. Ao fumar um único cigarro, a gestante provoca uma aceleração quase imediata dos batimentos cardíacos do feto, efeito da nicotina sobre o aparelho cardiovascular. Além de acelerar os batimentos cardíacos, a nicotina também causa o estreitamento dos vasos, fazendo com que menos nutrientes cheguem até o feto.
Um estudo realizado com mais de 22 mil crianças de oito países e divulgado no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine reafirma o quanto o cigarro pode ser uma ameaça, antes mesmo da concepção. Além de diminuir a fertilidade, reduzindo a capacidade ovulatória na mulher e diminuindo a qualidade do sêmen no casal fumante, o cigarro ainda interfere nas chances de sucesso em uma reprodução assistida, reduzindo-as em 2,7 vezes.
As complicações com a placenta e os episódios de hemorragia ocorrem mais frequentemente quando a mulher grávida fuma porque o tabaco fragiliza os vasos sanguíneos, rompendo parcial ou completamente a placenta. Filhos de mulheres fumantes, em geral, têm mais chances de complicações pulmonares.