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Mielomeningocele: tudo o que você precisa saber sobre essa malformação

23 de fevereiro de 2023

Mielomeningocele: tudo o que você precisa saber sobre essa malformação

Você já ouviu falar sobre mielomeningocele? Talvez, você já saiba que essa malformação é um dos tipos de espinha bífida, uma séria condição que afeta a coluna vertebral e importantes estruturas nervosas dos bebês ainda na barriga da mãe.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia Pediátrica, o número de casos de mielomeningocele vem diminuindo no mundo todo. No Brasil, a prevalência é de 1,4 a cada 10 mil nascimentos.

Mas como diagnosticar a mielomeningocele? Quais as sequelas da condição? Como é o tratamento?

As respostas para estas – e outras questões – você vai encontrar na leitura deste artigo. Então, fique aqui para saber mais sobre essa malformação que pode comprometer, de diversas maneiras, a saúde do bebê.

Afinal, o que é a mielomeningocele?

Mielomeningocele é a forma mais grave de espinha bífida, uma malformação da coluna vertebral e/ou da medula espinhal. Tal defeito no fechamento do tubo neural acontece nos estágios iniciais da gestação, geralmente até a 4ª semana de gravidez. 

Como as vértebras não se fecham por completo, medula, meninges e raízes nervosas — sem a proteção da coluna — se projetam para fora, formando uma protuberância nas costas do bebê. Essa saliência geralmente é aberta, sem cobertura de pele, o que deixa as estruturas neurais expostas.

Logo, os bebês com mielomeningocele costumam ter prejuízos no desenvolvimento das funções motoras e neurológicas.

Quais são os sintomas característicos da mielomeningocele?

O sintoma característico da mielomeningocele é uma saliência aberta nas costas do bebê. Normalmente, tal protuberância costuma ser observada na região inferior das costas (lombar e sacral), mas ainda pode ocorrer em outro local da coluna vertebral.

Como acontece o diagnóstico da mielomeningocele?

A mielomeningocele pode ser diagnosticada nas ultrassonografias realizadas no pré-natal, principalmente na morfológica do segundo trimestre de gestação. Contudo, a malformação pode não ser visualizada no exame de imagem, sendo identificada após o nascimento.

Nos casos em que a ultrassonografia não for suficiente para fechar o diagnóstico de mielomeningocele, uma ressonância magnética fetal pode ser solicitada pelo médico. 

Além disso, para confirmar o diagnóstico, pode ser realizado o rastreamento de alfafetoproteína no sangue materno ou no líquido amniótico. Quando encontrada em altas concentrações, essa proteína é um indicador dos defeitos presentes no tubo neural.

A detecção e dosagem de alfafetoproteína também pode ser solicitada caso a gestante apresente fatores de risco para o eventual desenvolvimento da mielomeningocele no bebê. A seguir, veja quais são eles.

Principais fatores de risco da mielomeningocele

Primeiramente, cabe ressaltar que as causas da mielomeningocele não são conhecidas até o momento. Por outro lado, há evidências médicas que apontam os seguintes fatores de risco materno ligados à malformação. São eles:

  1. história familiar ou gestação anterior com espinha bífida;
  2. deficiência do ácido fólico (vitamina do complexo B);
  3. diabetes não controlado;
  4. obesidade;
  5. febre no início da gravidez;
  6. uso de certos medicamentos convulsivantes.

O ácido fólico desempenha um papel fundamental na prevenção de malformações, como a mielomeningocele. Por isso, precisa ser suplementado pela mulher por um período de três meses antes de engravidar até o final do primeiro trimestre da gestação.

Mas o que a mielomeningocele pode causar?

Até aqui, você já viu que a mielomeningocele pode causar sérias consequências ao bebê. No entanto, a gravidade das sequelas depende da localização e da extensão da lesão, pois, em geral, os problemas ocorrem do local da anomalia para baixo.

Então, quanto mais acima na coluna está a malformação (região cervical ou torácica, por exemplo), maior o impacto nas funções motoras e sensoriais.

Outra possível consequência da mielomeningocele é a meningite, que pode deixar sequelas neurológicas ou levar à morte da criança, sobretudo nos casos mais graves. 

Logo adiante, confira as sequelas da mielomeningocele e o que essa condição pode causar:

  • problemas ortopédicos (displasia de quadril, desvios de coluna, atrofia e anomalias dos membros inferiores);
  • problemas neurológicos abaixo do local da malformação (perda de tônus muscular e de sensibilidade, paralisia);
  • disfunções urinárias e intestinais (incontinência);
  • hidrocefalia (acúmulo de líquido cefalorraquidiano dentro do crânio);
  • malformação de Chiari II (parte do cerebelo — uma das estruturas cerebrais — “escorrega” para dentro do canal da medula na região cervical);
  • medula presa (a parte final da medula fica aderida à coluna vertebral, na região lombar);
  • alergia ao látex;
  • dificuldades cognitivas e de aprendizagem (normalmente, estão associadas aos quadros de hidrocefalia).

E como tratar a mielomeningocele?

Quando a medula sofre qualquer tipo de lesão, os danos são irreversíveis. Logo, a mielomeningocele não tem cura.

Por exemplo, se um bebê já tem o movimento das pernas comprometido, não há como tratar a meningocele, no sentido de recuperar a função motora. 

Sendo assim, o tratamento da mielomeningocele envolve abordagens para amenizar os impactos da condição na qualidade de vida da criança. Conheça quais são elas:

1. Cirurgia para fechamento da mielomeningocele

O fechamento precoce da mielomeningocele é necessário evitar infecções e maiores complicações associadas à condição. A correção é feita por cirurgia, que pode ser realizada com o bebê dentro do útero da mãe.

O vídeo abaixo, do canal do Hospital e Maternidade Santa Joana no YouTube, explica como é realizada a cirurgia intrauterina para correção de mielomeningocele. Confira!

Saiba mais sobre mielomeningocele | Maternidade Santa Joana

Nos casos em que a cirurgia intrauterina não é viável, o bebê passa pela intervenção nos primeiros dias após o nascimento.

Em seguida, precisa de acompanhamento médico para avaliar a necessidade de tratamento de hidrocefalia, caso desenvolva a condição.

Conheça também: Centro de Cirurgia Neonatal do Hospital e Maternidade Santa Joana

2. Reabilitação

O tratamento da criança com mielomeningocele envolve abordagens multidisciplinares. Fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicoterapia fazem parte da reabilitação, que acompanha o crescimento e o desenvolvimento até a fase adulta. 

Quando for necessário auxílio para se locomover, a criança pode usar muletas ou cadeira de rodas.

É fundamental que os pais e cuidadores recebam orientação adequada e participem ativamente do processo de reabilitação, pois são os que têm mais contato com o paciente e podem ajudar a potencializar o tratamento e melhorar o prognóstico.

Assim, a criança pode desenvolver autonomia e independência para ter uma melhor qualidade de vida.

Mielomeningocele e Medicina Fetal

A Medicina Fetal é a especialidade que acompanha a mãe e o bebê desde o início da gravidez. Da orientação em situações diversas às intervenções em condições de alta complexidade — como a mielomeningocele —, o Hospital e Maternidade Santa Joana é preparado para oferecer esse cuidado integral.

Conheça o Centro de Medicina Fetal e descubra todo o suporte que a estrutura e a equipe especializada do Santa Joana disponibilizam em suas modernas instalações.

E para saber mais sobre saúde do bebê, confira nosso blog. Lá, você vai encontrar artigos como:

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