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Fórceps: OMS publica documento sobre o uso de instrumentos no parto em caso de emergência

29 de janeiro de 2024

Fórceps: OMS publica documento sobre o uso de instrumentos no parto em caso de emergência

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um documento no periódico Bulletin of the World Health Organization propondo um programa de pesquisa para melhorar a frequência e os resultados do parto assistido, também conhecido como parto vaginal instrumental ou operatório (com a utilização de fórceps ou vácuo extrator). Entre os médicos e cientistas convidados pela OMS para elaborar o documento está a Dra. Mônica Maria Siaulys, diretora médica do Grupo Santa Joana.

Este assunto foi tema de reportagem do Jornal Folha de S. Paulo, que explicou por que a Organização Mundial da Saúde está lançando esforços para aumentar a oferta deste tipo de parto em países de baixa e média renda.

Muitas vezes, o parto vaginal assistido é menos arriscado do que uma cesariana de emergência. Ele é indicado em casos como quando o colo do útero está dilatado, mas não ocorre a expulsão, e se a cabeça do bebê está profundamente encaixada no canal de parto e há sofrimento fetal. Também é indicado no caso da mãe com problemas cardíacos que corre risco no trabalho de parto prolongado, por exemplo.

“Nessas situações, e na ausência de ação para acelerar o parto, mulheres e bebês estão em maior risco de complicações como infecção, hemorragia, comprometimento fetal, asfixia ao nascer, aspiração de mecônio, consequências adversas ao longo da vida (incluindo fístula obstétrica nas mulheres e deficiências neurológicas no bebê), ou até mesmo morte”, apontam os pesquisadores.

“O parto vaginal operatório salva vidas”, disse o Dr. Eduardo Cordioli, diretor técnico de obstetrícia do Grupo Santa Joana, referindo-se às situações em que o uso do instrumento para abreviar a saída do bebê é necessário.

Leia também: Fórceps pode machucar o bebê?

O documento aborda, ainda, a necessidade de integrar as gestantes na tomada de decisão e que as intervenções sejam feitas somente quando necessário.

É preciso treinar os profissionais em habilidades clínicas, cuidados respeitosos, comunicação, tomada de decisão compartilhada e consentimento informado. Segundo o Dr. Cordioli, a queda na utilização do fórceps nas últimas décadas levou à menor exposição dos médicos ao uso da técnica. Assim, muitas vezes, eles não se sentem preparados e não estão atualizados. Hoje, por exemplo, usa-se o ultrassom para auxiliar no posicionamento do instrumento.

“É preciso desmistificar e ter ciência de que ele pode ser necessário”, explicou o Dr. Cordioli. Para ler a reportagem completa, clique aqui.

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