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EUA retira vacinas do calendário de vacinação

20 de fevereiro de 2026

EUA retira vacinas do calendário de vacinação

O governo dos EUA anunciou que seis vacinas deixaram de ser indicadas de forma rotineira para todas as crianças, passando a ser recomendadas apenas para grupos de risco ou de acordo com recomendação médica individual. São elas: imunização contra a gripe, hepatites A e B, meningococo, rotavírus e vírus sincicial respiratório.

Para a Dra. Rosana Richtmann, infectologista do Grupo Santa Joana, o programa de vacinação norte-americano deixou de ser um modelo ou referência para o resto do mundo. “São doenças que acontecem muito, em especial nos Estados Unidos. Estamos falando de Meningite, de Rotavírus, que é um vírus que causa uma diarreia muito importante, e das hepatites A e B, além da gripe. Estamos vendo a Gripe K aí chegando e os Estados Unidos recuando em termos de vacinação”, diz a médica.

Leia também: Entenda a Gripe K

A justificativa para a mudança é se alinhar a modelos adotados em outros países, como a Dinamarca. No entanto, especialistas afirmam que os sistemas de saúde, o perfil da população e a circulação de doenças variam muito de um país para o outro, tornando esta comparação limitada.

“O programa nacional do Brasil, o qual eu tenho muito orgulho, é baseado em normas técnicas e epidemiológicas. O que significa isso? Se a meningite está matando crianças brasileiras, nós vamos fazer de tudo para colocar essa vacina”, explica a Dra. Rosana.

Um ponto de preocupação entre os especialistas é o impacto global destas decisões, elevando o risco de reaparecimento ou aumento de doenças.

“Os Estados Unidos estão vivenciando hoje um surto enorme de sarampo, porque as pessoas não estão indo se vacinar. Cada vez que você coloca alguma desconfiança das vacinas e começa a retirar vacinas do programa, as pessoas não entendem que é específico para uma doença, acham que é para tudo. A tendência de diminuir a cobertura vacinal de maneira geral, não só para essas seis vacinas, é um risco muito grande”, explica a médica.

Com a queda nas taxas de vacinação, o impacto direto é o aumento da mortalidade infantil.

“Vamos seguir confiando na ciência e na vacinação”, completa a Dra. Rosana.

Para escutar a reportagem completa, clique aqui.

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