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Chegada do inverno aumenta o risco da pré-eclâmpsia

25 de junho de 2014

Chegada do inverno aumenta o risco da pré-eclâmpsia

*Imagem meramente ilustrativa. A pessoa da imagem não é um paciente do Hospital e Maternidade Santa Joana.


O frio característico do inverno pode trazer mais problemas do que gripes e resfriados. No caso das mulheres grávidas é preciso redobrar os cuidados, pois com a temperatura mais baixa é comum o aumento da pressão arterial por conta da contração dos vasos sanguíneos para conservar o calor no corpo. E a consequência disso para as gestantes é o aumento da probabilidade de pré-eclâmpsia, doença que eleva a pressão durante a gestação e pode trazer danos graves à mãe e ao bebê.
 
A doença não possui uma causa específica, mas há diversos fatores que tentam explicar o seu aparecimento. A hipótese mais discutida pela medicina envolve fatores maternos e placentários e a principal teoria é uma anomalia no desenvolvimento dos vasos sanguíneos da placenta no início da gestação, que faz com que haja diminuição do fluxo sanguíneo placentário que causa a liberação de fatores antiangiogênicos e outras substâncias na circulação materna, que acabam resultando em hipertensão.
 
Por se tratar de uma complicação grave, é preciso tomar muitos cuidados, como explica o ginecologista Mario Macoto, do Hospital e Maternidade Santa Joana. “A gravidade da doença é influenciada pelos fatores maternos e específicos da gravidez, mas fatores paternos e ambientais também podem estar relacionados”.
 
A doença ocorre em cerca de 7% das gestações, sendo mais comuns em casos de gravidez múltipla, adolescentes e mulheres com mais de 40 anos. A maior parte dos casos de pré-eclâmpsia se manifestam na segunda metade da gestação, a partir da 20ª semana, e é uma ameaça para o feto, pois pode diminuir o fluxo de sangue para a placenta, que é responsável pelo transporte de oxigênio e de nutrientes.
 
É importante ter muita atenção, já que o aumento da pressão leva a uma alteração do fluxo de sangue útero-placentário podendo ocorrer a restrição do crescimento fetal e alteração da vitalidade, sendo necessário, muitas vezes, antecipar o parto. Assim como, há o risco de ocorrer o descolamento prematuro da placenta, que é uma emergência obstétrica com indicação de parto imediato.
 
São diversos os fatores de risco que podem ocasionar a pré-eclâmpsia ou DHEG (Doença Hipertensiva Específica da Gravidez) como uma primeira gravidez, hipertensão crônica, diabetes mellitus – decorrente do aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue – obesidade, gravidez múltipla, neoplasia trofoblástica gestacional, doenças do colágeno, problemas renais e antecedente pessoal de pré-eclâmpsia em gestação anterior ou familiar (mãe ou irmãs).
 
Para não correr riscos, toda mulher deve ter consciência de que o momento da gravidez, além de especial, demanda muitos cuidados. Desta forma, é indispensável o acompanhamento pré-natal regular, como explica o dr. Macoto. “Para evitar o surgimento da doença grave, o principal é fazer um bom pré-natal para garantir que a mãe e o bebê estejam bem, e em presença de ganho de peso súbito, inchaço principalmente de mãos e rosto, procurar imediatamente o seu médico. As futuras mamães devem praticar atividade física moderada, como caminhar trinta minutos três vezes por semana, além de beber bastante água diariamente, por exemplo.”

Resp. Técnico: Dr. Eduardo Rahme Amaro. CRM: 31624

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