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Bronquiolite

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As infecções respiratórias são a principal causa de internação de bebês no primeiro ano de vida e a bronquiolite é quem mais contribui para essa incidência.

A bronquiolite é uma infecção viral que atinge os bronquíolos, pequenas vias aéreas dos pulmões, sendo mais comum em bebês e crianças menores de dois anos.

Ela causa inflamação e acúmulo de muco nessas estruturas, dificultando a passagem de ar e provocando sintomas respiratórios como tosse, chiado no peito e dificuldade para respirar.

O vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal causador da bronquiolite, embora outros vírus, como o influenza e o parainfluenza, também possam estar envolvidos. 

Por ser uma condição que afeta crianças pequenas, a bronquiolite exige atenção e cuidados imediatos, principalmente nos casos mais graves.

Características e sintomas  

A bronquiolite geralmente começa com sintomas semelhantes aos de um resfriado comum, como coriza, tosse leve e febre baixa. Após dois a três dias, os sintomas podem piorar e evoluir para:

  • Tosse persistente;
  • Respiração acelerada ou ofegante;
  • Chiado no peito;
  • Narinas dilatadas ao respirar;
  • Retrações na região das costelas;
  • Dificuldade para se alimentar ou dormir;
  • Irritabilidade e cansaço excessivo.

Em bebês, especialmente os menores de seis meses, a bronquiolite pode se manifestar de forma mais intensa, com episódios de apneia (pausas na respiração) e queda na oxigenação.

Como prevenir a bronquiolite

Até muito pouco tempo, não existiam alternativas seguras, eficazes e de ampla possibilidade de utilização na prevenção da bronquiolite. Esse cenário mudou completamente nos últimos anos e duas estratégias estão já disponíveis no Brasil para a prevenção de formas graves da doença causada pelo VSR em recém-nascidos.

A Abrysvo® é aplicada em gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, para que os anticorpos produzidos pela mãe sejam transferidos pela placenta e protejam o bebê já ao nascer. Essa proteção dura cerca de seis meses, período em que os pequenos são mais vulneráveis à bronquiolite. Os estudos mostram redução significativa de casos graves e internações. Os efeitos colaterais costumam ser leves, como dor no local da aplicação ou febre baixa.

O Beyfortus®, por sua vez, é aplicado diretamente nos bebês. Ele não estimula a produção de anticorpos, mas fornece a proteção pronta, agindo de forma quase imediata e durando em torno de seis meses. É indicado para todos os bebês na primeira temporada de circulação do VSR e, na segunda temporada, para crianças de até 2 anos com maior risco, como prematuros e portadores de doenças cardíacas ou pulmonares.

Na prática, as duas estratégias podem se complementar: a vacinação da gestante garante que o bebê já nasça protegido, enquanto o anticorpo pode ser usado em situações de risco adicional ou quando a mãe não foi vacinada.

Além disso, algumas medidas adicionais valem para prevenção de infecções respiratórias:

  • Lavar as mãos frequentemente, principalmente antes de tocar no bebê;
  • Evitar aglomerações e ambientes fechados, especialmente com recém-nascidos;
  • Não permitir que pessoas com sintomas respiratórios tenham contato direto com a criança;
  • Higienizar brinquedos, chupetas e objetos que o bebê leva à boca;
  • Amamentar exclusivamente até os 6 meses, pois o leite materno fortalece a imunidade;
  • Evitar o tabagismo passivo, já que a fumaça do cigarro prejudica as vias respiratórias.

Tratamento da bronquiolite

Não existe um medicamento específico para a bronquiolite viral. O tratamento é sintomático, ou seja, foca em aliviar os sintomas e garantir o conforto da criança. Por isso a prevenção é tão importante.

As orientações mais comuns incluem:

  • Oferecer líquidos com frequência para evitar a desidratação;
  • Manter o ambiente umidificado e livre de fumaça e poeira;
  • Realizar limpeza nasal com soro fisiológico, especialmente antes das mamadas;
  • Oferecer refeições leves e fracionadas, se a criança estiver em idade de alimentação sólida;
  • Monitorar sinais de dificuldade respiratória, como respiração acelerada, gemência ou coloração azulada nos lábios.

Em casos mais graves, a internação hospitalar pode ser necessária para administrar oxigênio suplementar, hidratação venosa e, em situações extremas, suporte ventilatório.

Cuidados e sinais de alerta

Apesar da maioria dos casos não exigir internação, a vigilância dos sintomas é fundamental e os pais e cuidadores devem buscar atendimento médico imediato se a criança apresentar:

  • Dificuldade para respirar;
  • Recusa alimentar por várias horas;
  • Febre alta persistente;
  • Letargia ou sonolência excessiva;
  • Pele ou lábios com coloração roxa ou azulada.

Esses sinais indicam possível agravamento do quadro e necessidade de suporte hospitalar.

Saber o que é bronquiolite é essencial para que pais e cuidadores reconheçam os sintomas rapidamente e busquem ajuda médica no momento certo. 

Embora seja uma condição comum na infância, especialmente nos primeiros anos de vida, as formas graves da bronquiolite já podem ser prevenidas com muita eficácia e segurança através da imunização.

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