Queimadura solar em crianças: prevenção e cuidados
A queimadura solar não só é muito incômoda, como é um dos principais fatores de risco para o câncer de pele. Você sabia que, quando ocorre na infância, pode levar a futuras consequências na vida adulta?
Com pele mais fina, mais sensível e vulnerável à radiação ultravioleta, as crianças são suscetíveis à queimadura solar se não tomarmos cuidado. Após uma exposição prolongada e sem proteção, é comum ver a pele mais vermelha, dolorida e inchada. Estes são os sintomas mais frequentes, mas podem ocorrer também bolhas e descamação.
Mas o problema não é apenas ver a criança com a pele ardida sofrendo para colocar uma roupa ou se secar após o banho. É mais grave que isso: segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a exposição solar intensa e repetida na infância aumenta significativamente o risco de danos cumulativos e doenças de pele no futuro.
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Prevenção à queimadura solar desde cedo
Por isso, é tão importante a prevenção. “As crianças devem usar filtro solar adequado à idade e evitar a exposição solar direta entre as 9 e 16 horas, quando o índice UV é elevado e aumenta o risco de queimaduras. A fotoproteção precisa fazer parte da rotina, mesmo em atividades cotidianas, e não apenas nos dias de praia ou piscina”, diz a dermatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, Patrícia Ang.
Lembrando que o filtro solar deve ser reaplicado a cada duas horas e após entrar na água e suar. Não esquecer de áreas como orelhas, nuca, dorso das mãos e dos pés, que também podem sofrer queimadura solar.
Outras formas de barreira são aliadas: utilizar roupas com proteção UV e chapéus, preferir ficar na sombra e usar óculos escuros.
Caso ocorram queimaduras e sintomas como bolhas, dor intensa, febre ou mal-estar, procure avaliação médica para a conduta mais adequada.