Prematuros têm mais chance de desenvolver doenças pulmonares: mito ou verdade?
Essa afirmação não é uma regra e, portanto, nem sempre vai se concretizar. O fato estatisticamente comprovado é que os problemas pulmonares são bastante comuns nos prematuros. Por ser um dos últimos órgãos a se desenvolver completamente, nos pulmões desses bebês falta a proteína surfactante, importante para a respiração.
“Podemos considerar duas fases de problemas para o bebê. Uma é a fase aguda que resolvemos com a proteína surfactante. Muitos bebês melhoram e passam a respirar sem ajuda. Se ele conseguir ficar sem oxigênio, poderá ir para casa e terá uma vida normal. Porém, os que ficaram muito tempo no oxigênio têm um problema crônico do pulmão, que é a displasia bronco-pulmonar. Isso já é um pouco mais complicado porque, para melhorar, a criança depende muito do crescimento pulmonar, e isso só acontece ao longo dos dois primeiros anos de vida”, explica Dra. Filomena Bernardes de Mello, neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana.
Nesse último caso é preciso ter paciência, nutrir bem a criança e tomar cuidado com agentes infecciosos. “Se alguém tem uma virose em casa, o bebê também vai ter gripe, secreção, pneumonia, tudo será mais difícil”, finaliza.
Resp. Técnico: Dr. Eduardo Rahme Amaro. CRM: 31624