Ferro na gravidez: o que você precisa saber
A necessidade de ferro na gravidez é maior, por isso não é incomum ver grávidas com deficiência desse mineral nos exames do pré-natal e muitas precisam de suplementação.
Isso acontece, entre outros motivos, porque o volume sanguíneo materno aumenta significativamente durante a gestação. Com isso, é necessária uma quantidade maior de ferro para suprir as necessidades do próprio corpo e atender às demandas da placenta e do bebê.
Qual é a importância do ferro na gravidez?
O ferro participa da produção de hemoglobina, proteína que ajuda a transportar oxigênio pelo organismo, e da mioglobina, proteína relacionada aos músculos.
Sua deficiência pode levar a sintomas como cansaço, fraqueza e dificuldade de concentração na gestante e também pode trazer repercussões para o bebê.
Além disso, o parto pode levar à perda de sangue. “A paciente precisa chegar no momento do parto com uma reserva de ferro e de sangue, sem anemia”, explica a obstetra e nutróloga Karina Belickas, do Hospital e Maternidade Santa Joana.
Deficiência de ferro não é o mesmo que anemia
“Você pode ter uma deficiência de ferro sem ter uma anemia propriamente dita”, diz a Dra. Karina Belickas. Enquanto a deficiência de ferro significa que os estoques ou a disponibilidade estão reduzidos, a anemia é caracterizada pela redução da concentração de hemoglobina no sangue abaixo dos valores de referência.
Além disso, existem outros tipos de anemia que não estão relacionados à falta de ferro, como falta de vitamina B12 ou ácido fólico e condições como talassemia e anemia falciforme.
Suplementação de ferro na gestação
O Ministério da Saúde recomenda suplementação preventiva de 40 mg de ferro elementar por dia na gestação.
Mas cada caso precisa ser avaliado individualmente com o médico, pois gestantes que já tinham deficiência de ferro antes de engravidar ou que apresentam anemia na gestação podem ter outra recomendação.
Uma alimentação rica em ferro é importante durante toda a gestação, mas, quando há indicação de suplementação, a alimentação isoladamente geralmente não é suficiente.
É importante fazer essa suplementação sempre com acompanhamento médico e não aumentar a dose por conta própria. Doses maiores não significam necessariamente maior benefício e podem aumentar a ocorrência de efeitos adversos gastrointestinais, como náusea e constipação.
Fontes de ferro na alimentação
- carnes vermelhas
- frango
- peixes
- feijão
- lentilha
- grão-de-bico
- sementes de abóbora
- gergelim
- couve
- brócolis
Uma dica é combinar, na mesma refeição, fontes de ferro vegetal (ferro não heme) com alimentos ricos em vitamina C, como laranja, acerola, kiwi e limão, já que eles podem ajudar a melhorar a absorção. Por outro lado, café e alguns tipos de chá podem dificultar a absorção do ferro quando consumidos próximos às refeições.
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