Organização e saúde mental
Uma pesquisa recente mostrou que a organização da casa está diretamente ligada ao bem-estar mental. Enquanto limpar e arrumar estão associados a boas sensações, a desordem está ligada ao estresse.
Se por um lado a bagunça causa estresse, ela também pode ser um reflexo do estado emocional de uma pessoa. Em quadros depressivos, por exemplo, é comum haver desinteresse em cuidar da casa.
“Pessoas com ansiedade, depressão ou TDAH são mais vulneráveis a mudanças na organização. Ambientes desorganizados e sujos podem ser reflexo do impacto dos transtornos mentais no autocuidado”, diz o psiquiatra Dr. Francisco Daniel Pires, do Grupo Santa Joana. “Uma pessoa sem dificuldades prévias que passa a apresentar desorganização significativa pode estar sinalizando o surgimento de um problema de saúde mental”, explica.
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Pressão social pela organização
Muitas vezes, a necessidade de organização pode ter relação com a pressão social. Como se fosse necessário ser organizado para ser aceito socialmente. E essa pressão ocorre principalmente entre as mulheres, que se sentem mais responsáveis por isso. Estudos mostram que elas apresentam níveis mais altos de cortisol (hormônio do estresse) quando o ambiente está desorganizado.
Dicas de organização
Ao pensar em deixar a casa em ordem, o importante é buscar uma organização que seja possível manter no dia a dia. Pense em soluções que sejam práticas, facilitando na hora de encontrar e guardar os objetos – evitando lugares difíceis ou altos para guardar caixas que sejam usadas com frequência, por exemplo.
Ajustes são normais ao longo deste processo – pois cada um vai descobrir quais são as estratégias de arrumação mais eficazes na sua própria rotina.
Uma dica é: em vez de organizar por cômodo, ordenar cada tipo de objeto de uma vez. Só após finalizar esta etapa, escolher outra categoria de objeto para organizar.
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