Anestesia no parto: principais mitos
Embora a analgesia e a anestesia no parto sejam seguras, elas geram muitas dúvidas e medos. Buscar informação para aliviar todas essas preocupações é fundamental.
“A analgesia e a anestesia não são vilãs nem atalhos. Elas existem para oferecer bem-estar, proteção e uma vivência mais positiva do parto”, diz a Dra. Monica Siaulys, diretora médica do Grupo Santa Joana.
Confira os principais mitos e verdades sobre o assunto:
Anestesia no parto é o mesmo que analgesia?
Não. Enquanto a analgesia alivia a dor mantendo a mulher consciente, participativa e, na maioria das vezes, com mobilidade, a anestesia promove o bloqueio mais completo das sensações.
No parto, a peridural e a combinada raqui-peridural usam baixas doses de anestésicos, ajudando a aliviar a dor ao mesmo tempo que mantém algumas sensações.
A ideia é reduzir exaustão e sofrimento, de modo que a mulher continue sentindo as contrações, mantendo sua força muscular e participando ativamente do parto.
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A analgesia sempre leva à cesárea?
Não. Estudos mostram que, quando bem indicada, a analgesia não aumenta as taxas de cesariana e pode até favorecer a evolução do trabalho de parto, uma vez que promove relaxamento, que ajuda na progressão das contrações.
É preciso esperar o momento certo para pedir analgesia?
Não existe um momento único. Essa decisão deve ser tomada em conjunto entre a gestante e a equipe assistencial. Além do desejo da gestante, será levado em conta: a fase do trabalho de parto, a dilatação, as condições da mãe e do bebê e a avaliação médica.
A anestesia prejudica o bebê?
Não. Os medicamentos usados na analgesia e anestesia no parto são seguros.
Estudos mostram que não há diferença significativa nos índices de Apgar nos bebês cujas mães receberam analgesia ou não.
A anestesia no parto e analgesia causam queda de pressão?
Sim, a anestesia pode causar queda de pressão, por isso, a equipe acompanha sinais vitais continuamente e age de forma preventiva. Quando necessário, líquidos e medicamentos são administrados para garantir a segurança da mãe e do bebê.
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