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Reflexo de GAG em bebês: o que é, por que acontece e até quando é normal?

20 de março de 2025

Reflexo de GAG em bebês: o que é, por que acontece e até quando é normal?

A introdução alimentar é um momento muito esperado pelos pais, mas também pode gerar preocupação, especialmente quando o bebê parece estar engasgando ao experimentar novas texturas.

Esse reflexo, conhecido como reflexo de GAG, é uma reação natural do organismo e tem um papel fundamental na segurança do bebê.

Mas o que é exatamente esse reflexo, por que ele ocorre e até quando é considerado normal? Confira abaixo.

O que é o reflexo de GAG?

O reflexo de GAG é uma resposta involuntária do organismo para prevenir engasgos. Quando um alimento ou objeto toca a parte posterior da boca ou da garganta, o corpo reage automaticamente, empurrando-o para fora por meio de contrações musculares. É um mecanismo protetor natural que ajuda a evitar que substâncias indesejadas cheguem à traqueia.

“Esse reflexo já começa a ser desenvolvido desde a vida intrauterina, quando começam a ser formados os nervos cranianos, o nervo glossofaríngeo e nervo o vago. É uma forma de defesa, como se o organismo tentasse expelir algo que pudesse estar obstruindo e impedindo a respiração”, explicou a pediatra e neonatologista Clery Bernardi Gallacci, médica responsável pelos Berçários Setoriais do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP) e instrutora em Reanimação Neonatal, em entrevista a Crescer.

Muitos pais confundem o reflexo de GAG com um engasgo real, mas são coisas diferentes. No reflexo de GAG, o bebê pode tossir, fazer caretas ou até mesmo expelir o alimento, mas continua respirando normalmente. Já no engasgo verdadeiro, a passagem de ar pode ser bloqueada, levando a sinais como silêncio repentino, dificuldade para respirar e mudança na cor da pele.

Até que idade ele é normal?

O reflexo de GAG é bastante comum durante a introdução alimentar, que normalmente começa por volta dos seis meses de idade. À medida que o bebê pratica a mastigação e aprende a lidar com diferentes consistências, a frequência desse reflexo tende a diminuir.

“O reflexo de GAG não é motivo para repensar o processo de introdução alimentar. Aos poucos, a criança vai amadurecendo essa função neurofuncional e controlando melhor”, explicou dra. Clery.

Em geral, ele se torna menos intenso ao longo do primeiro ano de vida, mas pode persistir de forma leve até a infância. Em algumas pessoas, esse reflexo permanece até a idade adulta, embora seja menos sensível e pouco perceptível.

“Para que ele ocorra, temos que ter o contato de um objeto na parede posterior da faringe [fundo da garganta]. Aí vai desencadear. É uma defesa do organismo que envolve uma complexa resposta fisiológica. O organismo contrai a faringe e tenta colocar o objeto para fora”, detalhou a doutora.

Qual a diferença entre o engasgo e o reflexo de GAG?

 É comum que os pais confundam estas duas reações nos bebês, porém, é importante se conhecer as diferenças para não tomar nenhuma ação desesperada e desnecessária.

  • O reflexo de GAG é um movimento que se assemelha a quando o bebê vomita, como se quisesse colocar o alimento para fora
  • O engasgo impede o bebê de respirar, pois obstrui as vias aéreas. Ele não consegue respirar ou chorar e pode mudar de cor, ficando roxinho.

Com paciência, prática e acompanhamento adequado, a alimentação do bebê se torna cada vez mais tranquila e segura. Se houver dúvidas ou preocupações, sempre consulte um pediatra para garantir o melhor para o seu pequeno!

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