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18/02/2016

Estudos apontam que HPV masculino interfere na fertilidade

Com base em estudo da Universidade de Pádua, o Centro de Reprodução Humana do Hospital e Maternidade Santa Joana é pioneiro em tratamento que isola HPV do sêmen

Um estudo recente da Universidade de Pádua, na Itália, mostra que o HPV masculino pode interferir na fertilidade do homem, dificultando casais que desejam engravidar. O que foi observado é que o sêmen com HPV pode apresentar dificuldade de movimentação, atrapalhando o espermatozoide a chegar até o óvulo. Além disso, o vírus prejudica o desempenho genético do gameta masculino, o que pode levar a um aborto espontâneo.

No Brasil, após ter acesso a esse estudo por meio do urologista e obstetra pós-graduando da Universidade de Pádua dr. Mauro Bibancos, o Hospital e Maternidade Santa Joana – referência em tratamentos para fertilização – trouxe para seu Centro de Reprodução Humana a nova técnica para isolar o HPV dos espermatozoides, aumentando as chances de sucesso de uma gravidez. “O tratamento consiste em analisar o material colhido de sêmen para atentar quanto à presença do HPV ou não. Caso haja o vírus, são feitas manobras laboratoriais para isolar o HPV. É uma espécie de lavagem do sêmen que elimina o HPV”, explica o dr. Bibancos. Após a realização do tratamento, o sêmen está apto para fertilização sem a influência do vírus.

O Centro de Reprodução Humana do Hospital e Maternidade Santa Joana é o único na América Latina a oferecer esse tratamento, sendo um dos pioneiros globais. “O estudo da Universidade de Pádua é bastante recente. Nós do Santa Joana começamos a isolar o HPV em janeiro deste ano. Somos um dos primeiros países a realizar este tipo de tratamento”, garante o urologista.

Saiba mais sobre os tratamentos para fertilização

O casal com dificuldade de engravidar deve procurar auxílio médico para, primeiramente, realizar uma análise clínica. As principais causas da infertilidade são causadas por problemas ovulatórios (ovário policístico, por exemplo), endometriose e problemas na tuba uterina, entre outros. No entanto, hoje em dia, todos esses quadros podem ser tratados, tornando possível a gravidez, até mesmo tardiamente.

Há dois exames que medem a fertilidade, sendo um indicado para as mulheres e outro para os homens. O exame que as mulheres devem realizar é a coleta de uma amostra do sangue que detecta o hormônio anti-mulleriano – a reserva ovariana de cada mulher, além disso, uma ultrassonografia com contagem dos folículos antrais também configura como um bom preditor de reserva – capaz de checar a probabilidade de uma gravidez. Já os homens fazem o espermograma que analisa a qualidade dos espermatozoides.

Após consulta clínica, o casal que deseja ter filhos passa pelo embriologista. Este profissional coleta os gametas produzidos por meio de uma injeção que induz a ovulação. Em laboratório, esses gametas são classificados como aptos ou não a se tornarem embriões saudáveis. Alguns óvulos são descartados por serem imaturos ou apresentarem alguma anormalidade. De tal forma, com os óvulos selecionados é possível realizar um tratamento para a fertilidade.

Um dos tratamentos possíveis é a inseminação artificial, que nada mais é a indução da ovulação da mulher associada à coleta e preparo do sêmen, e a devolução desses espermatozoides selecionados ao fundo uterino, para que o óvulo seja fecundado lá. Outra opção é a fertilização in vitro, que consiste em uma injeção intracitoplasmática de espermatozoide no óvulo que ocorre em laboratório e, após surgir o embrião, este é implantado no útero para que possa se desenvolver.

O embriologista classifica esses gametas como aptos ou não a possivelmente se tornarem embriões saudáveis. Alguns óvulos são descartados por serem imaturos ou apresentarem alguma anormalidade. De tal forma, com os óvulos selecionados é possível realizar um tratamento para a fertilidade.


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