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01/10/2015

Infertilidade: Conheça os tratamentos que aumentam as chances de uma gravidez

Para se dedicarem a outros aspetos da vida, mulheres adiam a gestação e aumentam a busca por tratamentos contra infertilidade

Com o aumento da expectativa de vida e maior presença da mulher no mercado de trabalho, os casais estão planejando ter filhos cada vez mais tarde. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, os casos de gravidez em mulheres entre 35 e 39 anos passaram de 201.077 em 2003 para 254.011 em 2012, um aumento de 26,3%. Também em mulheres entre 40 e 44 anos o número de gestações subiu mais de 17% no mesmo período.

Apesar de estudos mostrarem que o ideal é que a mulher engravide até os 35 anos, atualmente, graças ao avanço da biomedicina em embriologia, há opções de tratamento que aumentam as chances de se ter uma gestação mais tardia. “Depende do diagnóstico de cada paciente, mas há tratamentos de baixa complexidade, como a inseminação artificial, e outros de alta complexidade, como a fertilização in vitro e biópsia dos embriões, que podem apresentar grandes chances de sucesso”, explica Dra. Joyce Fioravanti, embriologista do Centro de Reprodução Humana do Hospital e Maternidade Santa Joana.

A mulher com dificuldade de engravidar deve procurar um ginecologista para, primeiramente, realizar uma análise clínica. “A infertilidade pode ser causada, principalmente, por ovário policístico, endometriose e problemas na tuba uterina. No entanto, hoje em dia, todos esses quadros podem ser tratados, tornando possível que a mulher engravide até mesmo tardiamente”, afirma Dr. Vamberto Maia Filho, ginecologista e responsável pelo Centro de Reprodução Humana do Santa Joana.

De acordo com o Dr. Vamberto, em meados de 2010 passou a ser adotado no Brasil um exame de sangue que detecta a reserva ovariana de cada mulher. “O hormônio anti-mulleriano é um marco na medicina reprodutiva. Esse exame checa a probabilidade de gravidez”, comenta. Para os homens, o exame que mede a fertilidade é o espermograma. Após consulta clinica, o casal que deseja ter filhos passa pelo embriologista. Este profissional coleta os gametas produzidos por meio de uma injeção que induz a ovulação e os analisa. Em laboratório, esses gametas são classificados como aptos ou não a se tornarem embriões saudáveis. “Alguns óvulos são descartados por serem imaturos ou apresentarem alguma anormalidade”, esclarece a Dra. Joyce. De tal forma, com os óvulos selecionados é possível realizar um tratamento para a fertilidade.

Um dos tratamentos possíveis é a inseminação artificial, que nada mais é que a coleta de sêmen que é inserido dentro do útero para que o óvulo seja fecundado lá. Outra opção é a fertilização in vitro, que consiste em uma injeção intracitoplasmática de espermatozoide no óvulo que ocorre em laboratório e, após surgir o embrião, este é implantado no útero para que possa se desenvolver. A terceira opção de tratamento possui um nível maior de complexidade - a biópsia dos embriões. Nela, a membrana do embrião é aberta e algumas células são retiradas para análise, na qual o laudo deve constar 23 pares de cromossomos. “Esse tratamento é indicado somente em casos específicos, como em mulheres acima de 40 anos ou que já tiveram dois abortos ou mais, em caso de fator masculino grave ou doenças cromossômicas na família”, explica a embriologista.

Outra forma de viabilizar uma gestação tardia é o congelamento de óvulos. Essa prática consiste também em induzir a ovulação por meio de injeção, coleta e seleção dos óvulos saudáveis para depois conservá-los congelados. O recomendado é colher esses gametas para congelamento até os 35 anos. Após essa faixa etária, a reserva ovariana tende a cair. “Na literatura mundial, o óvulo pode ser congelado por mais de 30 anos. Aqui na clínica, há óvulos congelados há mais de 15”, garante Dra. Joyce.

Além desses procedimentos, em junho de 2015, o Centro de Reprodução do Santa Joana começou a congelar o ovário de pacientes com câncer que, durante o tratamento da doença, não podem engravidar. É feita uma biópsia do ovário, em que parte do tecido é retirada e congelada. Quando a paciente receber alta, este tecido será reimplantado, permitindo o planejamento de uma gravidez. “Todos estes procedimentos não têm contraindicação, no entanto os cuidados com a saúde durante a gestação devem continuar a ser seguidos para que não haja nenhuma intercorrência até o nascimento do bebê”, finaliza Dr. Vamberto.


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