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Novidades do mês de Março 2015

12/03/2015

Primeira cirurgia de traqueotomia fetal a céu aberto do mundo é realizada no Brasil

O procedimento inédito marca a evolução da cirurgia intrauterina e pode salvar vidas

O Brasil é o primeiro país do mundo a realizar a cirurgia de traqueotomia fetal, prática que pode ser considerada uma evolução da cirurgia intrauterina a céu aberto. O procedimento inédito foi realizado no Hospital e Maternidade Santa Joana - Instituição de referência internacional em medicina voltada à saúde da mulher e do recém-nascido, localizada na capital paulista.

A cirurgia foi realizada pelos médicos pioneiros da técnica: o obstetra dr. Antonio Moron e o cirurgião pediátrico dr. Pedro Munhoz, e salvou a vida de um feto de 25 semanas que apresentava má formação da traqueia, o que comprometia o desenvolvimento dos pulmões e comprimia o coração.

A técnica de cirurgia a céu aberto, em que o feto é operado ainda dentro do útero da mãe com o intuito de corrigir o defeito causado por algumas doenças como a Mielomeningocele, por exemplo, já comprovou sua eficácia e segurança para as pacientes. Mas, é a primeira vez no mundo que a técnica é utilizada para a realização de uma traqueotomia: procedimento cirúrgico para criação de um orifício artificial na traqueia do paciente, com a finalidade de suprir a necessidade de ventilação durante problemas respiratórios.

O método comprova que os benefícios de intervenções durante a gravidez são realmente superiores aos das técnicas pós-parto e, neste caso, foi indispensável para garantir a sobrevivência do feto. ‘’A cirurgia foi realizada com sucesso. Depois da operação, a mãe permaneceu internada por uma semana, durante a qual recebeu medicamentos para evitar contrações uterinas’’, diz dr. Moron, que também é responsável pelo Serviço de Medicina Fetal do hospital e Maternidade Santa Joana.

A prática dessa cirurgia configura uma grande vitória para a medicina brasileira. Segundo o cirurgião pediátrico, dr. Pedro Munhoz, trata-se de um avanço extremamente importante, pois a técnica pioneira vem para salvar muitas vidas. ‘’Podemos dizer que a grande maioria das crianças com esse tipo de problema morre antes ou após o nascimento. Mesmo que esse bebê consiga nascer, na impossibilidade de realizar uma abertura mecânica na traqueia (traqueostomia) em no máximo 4 minutos após o parto, o cérebro pode ser lesionado pela falta de oxigênio’’, explica o médico.

O bebê salvo pelos médicos ainda no útero nasceu na última semana de dezembro no Hospital e Maternidade Santa Joana. Saudável pesando 1,740kg ganhou o nome de Lucas. ‘’Dentro do útero, o bebê estava muito inchado e com ascite – ou barriga d’água. Também estava entrando em falência cardíaca e certamente iria a óbito se não agíssemos rapidamente.’’, explica dr. Moron.

Dr. Pedro Munhoz, também conta que, após a cirurgia, o bebê desinchou completamente e o coração e o pulmão passaram a trabalhar normalmente. ‘’Ele nasceu respirando muito bem, em ótimas condições, estamos muito felizes’’, finaliza o médico.


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