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Novidades do mês de Maio 2013

01/05/2013

Técnicas de reprodução humana à favor dos sonhos das futuras mamães

Especialista do Hospital e Maternidade Santa Joana fala do que pode auxiliar a consolidação do desejo de ser mãe

Normalmente, a gestação se estende por um período de nove meses, mas existem mães que precisam esperar anos para receber o seu tão precioso presente – um filho. Não importa quanto tempo demore, a sensação de carregar um ser vivo no ventre é a mesma para todas, mas receber a notícia da gravidez quando se passa um longo período de expectativas, tentando diversos tratamentos para a concretização de um sonho, parece ser duplamente especial.

São diversos os motivos pelos quais uma mulher pode apresentar dificuldades para engravidar: problemas com a ovulação, com o transporte dos espermatozoides pelas trompas uterinas, endometriose, miomas, a idade e até mesmo a infertilidade por parte do parceiro, mas hoje já existe uma variedade de tratamentos e procedimentos, de alta e baixa complexidade, que podem ajudar e muito na realização do sonho de muitos casais. Por isso, neste mês das mães, o especialista em Reprodução Humana do Hospital e Maternidade Santa Joana, Dr. Vamberto Maia Filho, explicará as principais maneiras que auxiliam a consolidação do desejo de ser mãe.

Hoje, o maior fator da infertilidade da mulher é a idade, com a vida atribulada entre estudos, carreira e até lazer e viagens, muitas mulheres acabam deixando a maternidade em último plano, embora não seja menos importante que os demais. E é nesse período que a fertilidade feminina acaba diminuindo.

O médico ginecologista, responsável pelo Centro de Reprodução Humana do Santa Joana, Dr. Vamberto Filho, explica que a  mulher nasce com um número finito de óvulos e, com o passar dos anos, a qualidade e quantidade destes vai diminuindo. ‘’Isto é absolutamente natural, mas o problema é que se a mulher postergar muito sua primeira gestação, isto pode ser determinante. Acredito que uma faixa de idade perfeita para engravidar seja entre os 30 e 35 anos’’, diz o especialista.

O estresse também pode interferir pontualmente na fertilidade do casal, pois atrapalha a vida sexual em si e pode também interferir com a liberação hormonal, tão importante para uma boa ovulação. ‘’O resultado final é um ciclo menstrual sem óvulos, mas não podemos culpar o estresse por uma longa falta de gravidez. Nestes casos, deve haver um fator persistente que não apenas o psicológico’’, conta Dr. Vamberto.

A alimentação intervém de uma forma geral na boa saúde, e assim, também na fertilidade. Algumas fontes alimentares são muito importantes para o bom funcionamento da fertilidade e sua ausência poderia atrapalhar. O profissional explica que o pior grupo alimentar para esses casos são as gorduras - estas em excesso não ajudam. Os demais problemas são derivados da falta de nutrientes como vitaminas e minerais. Assim, manter uma boa dieta é fundamental. Já a obesidade pode prejudicar de várias maneiras, a principal é que danifica diretamente a ovulação e, assim, a obtenção da gravidez.

O fumo também tem uma infinidade de elementos químicos que interferem no funcionamento das células que são responsáveis pela movimentação de óvulo e espermatozoides dentro do sistema reprodutivo, tanto de homens quanto de mulheres. E o álcool altera o metabolismo e funcionamento do fígado, que também altera a ação dos hormônios no corpo da mulher.

É um mito dizer que o uso de contraceptivo por um longo período atrapalha a fertilidade, mas o uso prolongado pode fazer com que a mulher só pense em engravidar com uma idade mais avançada, o que piora as chances de gravidez, é o que diz Dr. Vamberto Filho.

Não há uma maneira de aumentar a fertilidade de uma mulher, e é importante dizer que a infertilidade não demonstra sinais clínicos específicos, o que é preocupante. ‘’O que acredito é que a fertilidade deve ser sempre avaliada rotineiramente nas consultas com o ginecologista. Hoje já existem instrumentos laboratoriais apropriados para auxiliar o médico neste tipo de prevenção’’, alerta Dr. Vamberto.

A rotina ginecológica já ajuda muito neste sentido. Hoje, pode-se avaliar a reserva ovariana por meio de exames de sangue, o que é um imenso salto neste âmbito da medicina. Dr. Vamberto Maia Filho orienta aos maridos a terem sempre um espermograma para controle.

A tecnologia está a favor dos sonhos dos casais e os tratamentos são diversos. Eles podem ser divididos em dois modelos: baixa e alta complexidade. Nos tratamentos de baixa complexidade o espermatozoide irá se encontrar com o óvulo  sem ajuda. Existe a possibilidade de se programar uma relação sexual (coito programado) ou mesmo colocar os espermatozoides diretamente dentro do útero (inseminação intrauterina).

Nos casos de alta complexidade, esta ação do encontro dos gametas será feita fora do organismo, em um laboratório apropriado – chama-se fertilização in vitro. Nesse método, obtém-se os embriões e os devolvem ao útero receptivo para alcançar a gravidez. ‘’Este é um tratamento bem mais complexo, mais caro, mas também de resultados excelentes. Cada tratamento proposto deve ser avaliado e individualizado’’, finaliza o profissional, que incentiva os casais a utilizarem a alta tecnologia da Reprodução Humana a favor do sonho, e explica que vem se empenhando para incentivar a popularização dos tratamentos, já que os itens mais caros são os medicamentos.


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